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1. A Dignidade do Judiciário e da Justiça.
2. Objetivos e subjetivos deste jornal. 
3. Quem somos.


1. A Dignidade do Judiciário e da Justiça

    Sabemos que  quando existe a majestade da Justiça quem reina é o povo;  Cícero já dizia: "todos somos em realidade escravos da lei para podermos ser livres", mas, no atual estado da democracia brasileira, temos experimentado que por vezes o império da lei cede ao primado das togas.

     O Judiciário e aqueles a ele relacionados sim merecem todo o nosso respeito, mas acreditamos que a aludida majestade da justiça deve advir de outros fatores, como eficiência, imparcialidade, consciência social e isenção política, mas não de uma reverência anacrônica, resquício insuperado do Brasil-colônia onde a autoridade era servida em vez de servir.

      Rimos muito quando vemos um texto com expressões bajulatórias tais como "o ínclito jurista", o "preclaro fulano", o "ilustríssimo autor", o  "eminente causídico", "o inescurecível ministro", o "insigne membro do parquet", etc, e até hoje nos perguntamos por qual razão denominar de "Excelência" um magistrado.

     Nunca houve antes, como agora, tanta exposição do Judiciário pela imprensa, o que é deveras salutar, mas os revides sucedem na forma de indenizações e perseguições, atestando a imensa vocação autoritária deste Poder. "Sempre há um artigo de lei contra você", garantem o judiciário e o MP. Por isto deixamos de forma permanente em nossa primeira página, por emblemático que é, o artigo  "Império das togas ou da lei - o medo de se falar qualquer coisa de um juiz ou promotor".

     Neste diapasão não podemos deixar de recordar com tristeza, indignação e lamento os casos em que a crítica a uma sentença ou a atuação do Estado-juiz gerou condenações, pois, isto é uma desvirtuação completa pela qual os magistrados atuam como órgãos da justiça mas desejam, para o exclusivo desiderato da repressão e censura travestida de judicialismo, ser considerados como pessoas, tornando passível do crime de injúria ou difamação a crítica ao texto de suas decisões. Ditas decisões nada raramente são prenhes de "crimes contra a lógica" e de uma incultura que trai e eficiência de qualquer concurso bem como deixa exposta a ausência da excelência intelectual que julgam ter, a qual desabaria no menor confronto com um professor de história ou filosofia.


2. Objetivos e subjetivos deste jornal

    Perante o exposto acima, este site funciona como exercício de saneamento, muitas vezes chegando a doses de acidez humorística, sim, para situar o judiciário, o MP e todo o meio jurídico no mesmo nível de exposição  à vigilância pública sofrida pelos demais Poderes e seus agentes.

    A par disto, este site tem, sim, notícias úteis e interessantes.  

   Perguntar-se-á, portanto, o leitor: "este é um jornal sério ou só humorístico?", ao que respondemos: seríssimo, mas irreverente. Coisa séria é somente aquilo de onde a gravidade advém naturalmente, pois o que é profundo não precisa de adjetivos, poses, respirações ou de processo por desacato para se fazer sentir como tal. Exemplo de artigo sério e ao mesmo tempo irreverente é "A gangorra trágica dos danos morais".

    Nada mais agradável, portanto, que ver aquele juiz ou jurista famoso desconcertado com o nome "Hufufuur", sem saber se deve considerar ridículo ou digno um artigo, pelo que vê rolar ladeira abaixo aquela pompa a que está habituado. Como se pouco fosse, o personagem ainda ousa se intitular como "Mestre", o que é uma afronta à falsa modéstia de muitos desse meio.

    Insurge-se portanto este jornal contra o pedantismo que cerca nossas letras jurídicas (Deus nos salve dos juristas sem estilo, que nunca deveriam ter escrito nada). A este respeito leia-se "O ópio dogmático do Eixo Rio-São Paulo")

    Louvamos e admiramos algumas revistas jurídicas pela quantidade de notícias ou artigos e seu vício de entrevistar ministros do STF e outros "avatares do direito"; elas transformaram-se no espelho onde as vedetes e "o imenso ego judiciário" desejam refletir-se e queremos ser a saudável esculhambação de tudo isso como contraponto necessário.

      O Hufufuur é um jornal aberto a todos, inclusive para críticas iradas contra o mesmo. 

      Jamais deixamos que uma injúria seja publicada. 

      Não temos tempo de avaliar se todas as notícias que nos chegam são verdadeiras, mas examinamos sempre se o conteúdo apresenta alguma crítica infusa ou explícita ao direito e seus operadores, como por exemplo aquela cômica notícia da consumidora que perguntou à Brastemp se poderia fazer sexo sobre a máquina de lavar em movimento (julgava suas vibrações excitantes) e um advogado (hilário!) deu opinião com a maior seriedade sobre o assunto à luz do Código do Consumidor.

       Nosso objetivo é, portanto,  praticar o debate irrestrito demolindo a aura de sapiência e reverência protocolar que cinge o Poder Judiciário e os operadores do direito em geral para que dela sobre o que é realmente substancial e importante, num processo depuratório.
 

3. Quem somos

   Diretor de Redação, Editor-Chefe, Diretor Comercial, advogado, webmaster , webdesign, porteiro, servente e faxineiro Mestre Hufufuur, que assim permanecerá enquanto a democracia não estiver falseada neste país pela disposição persecutória da autoridade, seja ele judiciária, o MP, etc., no intuito de inibir as críticas.

     

Noticiário Jurídico


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